CategoriesBlog · Coaching · Psicologia
Razão vs emoção: uma batalha perdida?
Antes de avançarem passem os olhos ao meu artigo anterior sobre o tempo.
O último mês tem sido dinâmico e só agora houve tempo me dedicar a um novo artigo. Desta feita sobre emoções. Será o ponto de partida para um tema maior pelo qual tenho ganho grande afinidade, a inteligência emocional.
As emoções, factualmente falando, são intemporais. Sempre vivemos com elas e foi graças a elas que chegámos à atualidade. O papel que desempenharam no passado é distante e ao mesmo tempo próximo daquele em que hoje estão envolvidas. Distante pelas mudanças que o mundo viveu, mas próximo pelos contextos nos quais as emoções continuam a emergir.
Desde a sua origem, das suas bases neurológicas, as emoções sempre estiveram na linha da frente pelo controlo do nosso comportamento. É importante compreender que estão altamente envolvidas em dois processos essências à evolução, a memória e a aprendizagem.
Façamos o seguinte exercício. Procurem identificar os dois momentos mais importantes da vossa vida até ao dia de hoje. Agora, visualizem-nos como se estivessem a vivê-los neste preciso momento. O que viram? O que sentiram?….
Todos os dias experienciamos uma diversidade enorme de emoções e todas elas influenciam em muito o nosso comportamento e os resultados que obtemos dele. Desde o pai ou a mãe que sente uma enorme alegria ao chegar à creche, passando pelo líder da empresa que acabou de ganhar um prémio de reconhecimento, até à amiga que finalmente decidiu avançar para uma nova relação.
O interessante na capacidade mobilizadora das emoções é que ela é altamente eficaz mesmo que tenhamos pouca consciência do que estamos a sentir. Imaginem como seria se conseguíssemos colocar esse potencial à nossa disposição.
E se conseguíssemos utilizar a razão e a emoção combinadas? A verdade é que conseguimos!
Permitirmo-nos sentir, um desafio cada vez maior face à menor exposição real que temos, é tão importante como identificarmos o que estamos a sentir. Sem estes dois pré-requisitos continuaremos a tomar decisões puramente emocionais. O que, convenhamos, não será o ideal.
Depois de sentir e identificar, reconhecer como essa emoção está a influenciar o meu comportamento num determinado contexto é o passo seguinte para uma vida emocional mais inteligente. Esta ligação é essencial e só possível graças ao nosso lado racional.
Se acreditamos que algum dia vamos conseguir pensar antes de sentir, estamos enganados. As emoções vão sempre emergir primeiro, essa é uma batalha perdida. Uma batalha que só pode ser ganha “cedendo” à emoção.
#UmaExperiênciaÚnica #coaching #pedrocerveira





