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O perfil de uma decisão

Iniciando a leitura deste artigo já concretizaste uma decisão. O que pergunto é, essa decisão é boa ou má?… Fará sentido, neste caso, classificar a tua decisão?….

O que tenho observado nas sessões de coaching, em contexto pessoal ou executivo, e o que também observo no meu quotidiano é que existe uma necessidade inata em classificar as decisões. Essa classificação é por norma binária, boa ou má, e muitas vezes deriva apenas do resultado obtido. Os dados analisados, as intuições que contribuíram para a decisão e o processo em si são completamente ignorados.

O argumento da eficiência, promovida pela evolução da nossa mente, é válido para justificar a velocidade com que elaboramos associações a partir dos inputs que recebemos. Se, num dia nublado, decido sair de casa sem guarda-chuva a maioria das pessoas classificará esta decisão como má. Certo? Se durante o dia nunca chover, a minha decisão passa então a ser…boa? Então, nessa lógica, até eu chegar a casa a minha decisão é boa e má ao mesmo tempo?….

Na minha busca pela otimização do desenvolvimento pessoal apercebi-me de algo importante e que ao mesmo tempo desafia os conceitos que vigoram a nível da tomada de decisão.

Vejamos, uma decisão começa sempre com um conjunto de opções para alcançar um resultado desejado. O processo de decisão é, então, apenas e só a análise das opções existentes e a seleção de uma em detrimento de outras.

Independentemente dos dados que tenho, sejam eles factuais ou especulativos, e da minha análise dos mesmos, uma decisão é, portanto, sempre inclassificável.

Isto deve-se a um único facto. Só avançamos com uma opção porque acreditamos que é a que tem maior probabilidade de criar o resultado que desejamos.

Falar do processo de decisão é diferente de falar da classificação de uma decisão. O processo sim pode ser analisado em termos de eficácia. Já a classificação de uma decisão, para mim, faz pouco sentido.

Faz mais sentido sim, classificar o resultado que obtemos. Porque, no final do dia, é isso que realmente interessa. Na escolha da roupa, na compra de um carro, na forma como motivamos a nossa equipa, na escolha da estratégia da empresa. O importante é o resultado. Classificá-lo contribui para perceber se estamos no sentido desejado ou não.

Quando paramos de classificar decisões e nos focamos no processo que levou a elas e nos resultados que obtivemos, aí sim estamos a progredir. Nesse momento estamos a identificar pontos de melhoria no processo de tomada de decisão e estamos a aproximar-nos do resultado desejado.

Aí estamos a avançar com uma decisão com um resultado que só poderá ser muito bom!

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