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O mito da falta de tempo

Começo por te lançar duas questões importantes que creio serem familiares a todos nós:

“O que estás a fazer com o tempo que tens?”

“O que gostarias de fazer com o teu tempo?”

São duas perguntas nas quais pensamos todos os dias. Ainda assim, será que lhes estamos a atribuir a atenção que merecem? Creio que não.

As respostas que dás a estas questões são todas muito pertinentes. Mais ainda é o elemento que as une todas, o tempo. Este recurso indispensável e não renovável é muitas vezes percepcionado por nós de uma forma ambígua. Se por um lado somos regularmente confrontados com a sua finitude, em virtude dos limites temporais impostos pelos datas e horários que temos que cumprir, por outro lado continuamos a criar a percepção de que o tempo é infinito, afinal há sempre o dia de amanhã, certo?

Nos diferentes contextos em que me movimento, em que a criação de resultados é uma premissa base, o tempo é sempre um ponto a abordar. O que me continua a surpreender é a frequência com que a expressão “falta de tempo” continua a surgir. Quando numa sessão de coaching, independentemente da situação, me indicam a “falta de tempo” como principal obstáculo à concretização de um objectivo, o pensamento que me surge de imediato é se esse objetivo é uma prioridade.

Como é que pode faltar tempo para uma prioridade?

Desde os pais que por “falta de tempo” para estar com os filhos os compensam mais tarde, os colaboradores que por “falta de tempo” ficam até mais tarde no trabalho para completar as tarefas, às pessoas que continuam a querer mudar algo nas suas vidas mas não avançam por “falta de tempo”, até aos(às) lideres que deixam o seu desenvolvimento de lado em virtude da “falta de tempo” que gestão da sua empresa cria neles.

Quantas vezes no nosso dia-a-dia estamos a usar a “falta de tempo” como uma justificação para não termos feito algo?…

 Quando a falta de tempo se torna numa justificação para tudo, sobretudo para a falta de resultados, é necessário repensar não no tempo, mas no que estamos a fazer com ele.

Repensar, principalmente, na forma como estamos a definir as nossas prioridades. Porque a gestão de tempo é isto, é definir prioridades, uma hierarquia em que uma ação/comportamento tem, num determinado momento, maior importância que outro. É aqui que está o segredo para criar tempo.

Então mas como é que me posso tornar mais eficaz a gerir o meu tempo? Vamos por passos.

1. Desenvolve o hábito de criar uma lista (diária, semanal ou mensal) com tudo o que queres fazer. Sem restrições!

2. Cria uma hierarquia a partir dessa lista. Coloca números ou letras começando do menor para o comportamento mais prioritário.

3. Avalia a influência dessa sequência na tua vida. Se houver pontos negativos avança para a reorganização da mesma. É fundamental que as tuas prioridades estejam em sintonia com a tua vida.

4. Define datas e horas. O tempo está sempre presente, é inevitável. Isto vai ajudar a que ganhes aquela necessidade positiva de avançar.

5. Olha bem para a tua lista e imagina o que sentirás quando tiveres concretizado tudo o que definiste. Procura visualizar esse momento em detalhe.

6. Avança, mas foca-te numa tarefa de cada vez. Assim a tua concentração está sempre a 100%.

7. Lembra-te de assinalar sempre o que já fizeste. Esse comportamento vai alavancar a tua motivação e satisfação.

Com este conjunto de passos é altamente provável que chegues ao final da semana com um sentimento de satisfação pessoal e realização muito maiores. De pessoa para pessoa, podem ser necessários ajustes. Se necessitares de ajuda está à vontade para me contactar (mensagem privada).

Lembra-te, o importante é a forma como crias tempo para o que é importante para ti!

 

#UmaExperiênciaÚnica #coaching #pedrocerveira

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