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Liderança – Quando o melhor é…sair!

Naquilo que há liderança diz respeito, muitas vezes alicerçada na melhor das intenções, nem sempre os resultados obtidos correspondem ao ideal. O envolvimento contínuo e a proximidade provocam uma “cegueira mental”. Um fenómeno que torna invisível aquele que devia ser o foco dessa liderança e o contributo que, enquanto líder, estamos a trazer à equipa ou empresa.
Num contexto de adversidade podemos encontrar três tipos de líderes que têm um ponto em comum. Três líderes que o melhor que podem fazer é sair!

O Capitão

Nesta posição de liderança encontramos, surpreendentemente, uma pessoa com o perfil com baixos índices de confiança, autoestima e uma elevada necessidade de atenção. A posição permite-lhe projetar uma imagem de superioridade, controlar os outros e sentir que está a realizar algo de importante. O foco está no próprio ficando a equipa, portanto, para último plano. O resultado um conjunto de pessoas desmotivadas, sem orientação e que tentam sobreviver, cada uma por si. A empresa é vista como elemento estabilizador, não existindo uma visão ou cultura de base. É um barco à deriva com um “cego” ao comando.

O Remador

No outro pólo temos alguém que carrega a empresa às costas. Neste caso a liderança é caracterizada por uma direção clara, mas em que o líder sente que tem que chegar a todo o lado, ser responsável por tudo e resolver todos os problemas. A falta de segurança e a expectativa negativa no horizonte são parte do perfil. Aqui falta a confiança na equipa, a disponibilidade para lhe dar espaço e autonomia. O desgaste é intenso e o burnout está à espreita. O resultado é uma empresa que flutua com os níveis de energia e disponibilidade do seu líder. Um líder que rema como se não houvesse amanhã, sem perceber que tem outros a seu lado.

O Pendura

Por fim temos aquele que se torna invisível. A liderança é caracterizada por uma profunda falta de direção, as decisões são evitadas e em que os problemas se acumulam por falta de ação. A dúvida própria é tão avassaladora que incapacidade para arriscar se torna palpável. Estas equipas acabam, ainda assim, por ser muito autónomas e proactivas, o grande problema é a falta de direção e união que as caracteriza. A resposta é dada, mas falta uma voz de comando. Face a uma crise, a empresa entre de forma lenta e dolorosa numa espiral descendente.

A mudança da liderança a partir de dentro

O curioso é perceber que cada um destes perfis de liderança assenta, não na falta de competências técnicas, mas num profundo desconhecimento interno. A dificuldade de autoanálise, de compreender o contributo que estão a dar e o potencial que têm por explorar torna estes líderes dispensáveis. Se apenas eles soubessem que têm em si a capacidade ser diferentes. Se apenas alguém os relembrasse do que é que a liderança se trata. Se decidissem afastar-se por um momento e ver de outra perspectiva.
E é tão simples fazê-lo!

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