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À mercê das emoções?
Naquele que foi o mais recente e mediático encontro do US Open em ténis, tivemos o privilégio de presenciar um exemplo soberbo sobre a indiscutível influência que as emoções têm no nosso comportamento. Para o pior, para o melhor, mas, mais importante ainda, para perceber como podemos fazer uma gestão eficaz das nossas emoções.
1. Emoções negativas e positivas ou adaptativas e desadaptativas?
Começando pelo mais importante, acredito que falar em emoções positivas e negativas faz cada vez menos sentido. Isto porque todas emergem imperiosamente de uma situação/contexto. É portanto bem mais útil falar em emoções adaptativas e desadaptativas, dependendo do resultado final que produzem.
2. Culpar menos, capacitar mais
Nesta perspectiva ganhamos imediatamente e a duplicar. Por um lado, a culpa, um sentimento associado a algumas emoções, que age como amplificador, perde o seu lugar, deixando-nos mais confiantes e com maior disponibilidade para agir. Por outro lado, ao atribuir às emoções um grau de adaptabilidade, o nível de controlo percebido aumenta, fazendo emergir uma sensação de liberdade e capacidade para a alteração do meu comportamento.
3. Abdicar do controlo e abraçar a gestão
Uma aprendizagem importante vem na forma de uma pergunta. Podemos realmente controlar algo tão instintivo, tão primordial e essencial para a nossa sobrevivência como uma emoção? Não creio. É como tentar para bruscamente um comboio que segue a alta velocidade. Podemos consegui-lo, mas qual será o custo? Daí que seja mais importante procurar avançar noutro sentindo. Ao invés de controlar, tentem gerir. Isso significa que a energia que estão a investir a contrariar ou a ocultar uma emoção passa a ser utilizada na sua análise e reorientação.
4. Identificar e analisar para ganhar
Dois passos importantes para aumentar a adaptabilidade da nossa resposta emocional são a capacidade de identificar as emoções que sentimos em cada situação/contexto e compreender a influência que estão a ter no nosso comportamento. Estas duas capacidade permitem gerar o conteúdo necessário a uma questão importante, na qual só pensamos depois de uma reação emocional, afinal o que ganhei verdadeiramente com esta ação?
5. Nem sempre o que parece, é
Uma fase mais avançada do treino emocional passa por interromper um mecanismo que é essencial para o nosso funcionamento diário, mas que por vezes orienta o nosso comportamento no sentido contrário ao desejado. Digamos que, numa fila de trânsito, no início do dia, ouvem o carro de trás a buzinar insistentemente. Imediatamente as emoções surgem e com elas os comportamentos. O que se segue, de forma instantânea é a criação de um motivo para o comportamento do outro condutor. Motivo esse gerado com base em poucos dados, e que só tem uma função criar um estado de congruência interna, ou seja, dar um motivo plausível para as emoções e comportamentos que estão a ter com base nas vossas crenças e valores. Basicamente, assegurar-vos que estão certos. E se, no meio de todo este cenário virem que está uma ambulância a aproximar-se?…. Já perceberam, certo?
É importante, por fim, lembrar que a chave que fecha é a mesma que abre. Que as emoções que numa determinada situação agem como bloqueio, podem ser a solução para um beco sem saída. Que acima de tudo, com o conhecimento que agora tens e com treino consistente, a tua gestão emocional será melhor e a tua resposta emocional mais adaptativa.
E agora, o que vais fazer?
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